Tecendo em Palavras

Blog de comentários e opiniões

17.10.08

Menino não faz arte !

Quando  a casa ficava por mais de meia hora em silêncio.,  a mãe logo se fazia de plantão,  atenta  aos sinais daqueles momentos.  O que estaria acontendo?   Onde foram parar aqueles moleques?  

Humm !!! devem estar  no quintal.   Qual nada ! Onde foram parar?

Não demorou muito,  ouviu  as gargalhadas vindas do quarto das crianças.    Tentou se conter  apesar da vontade de ver o que estava se passando,  as gargalhadas continuavam  e  incontrolável a curiosidade de saber o que os divertia daquele jeito.  

Esperou,  afinal não queria ser  surpreendida  pelas crianças numa atitude infantil  ao  ceder a seu impulso de  ‘xeretice" .  Ah, mas se estiverem  fazendo  arte ?  Como saber ?

Os risos continuavam no quarto,   e a mãe se inquietava,  acho melhor ir ver.

 De repente,   se conteve,  resolveu voltar atrás,  e considerou que  agora era preciso  esperar.  Deixar  brincar e  fazer arte as crianças.    Seria agora ou nunca.   Ou então quem sabe um dia,  depois de  muitos anos depois….Nunca mais !

criado por therezinha412    14:19 — Arquivado em: Sem categoria

30.9.08

Praça da Répública

Quem não conhece a praça da República em São Paulo ?  Penso que quase todo morador da cidade já esteve lá alguma vez..  Eu, uma autêntica "rata de feiras de artesanato"  não consigo ficar sem dar uma passadinha pela praça, pelo menos um domingo a cada mês. 

Ultimamente, parece que a praça NÃO consegue   reeditar  o"glamour"   histórico que teve nos anos 70.  Por outro lado,   por tradição, ou teimosia,  continua  impregnada  de histórias que , valentemente são expressas pelos artesãos que todos os domingos expõe  seus produtos, ou de outros , pois a autencidade  mudou de ares,  e até  um certo ar de "camelodromo"  está presente , incorporada no lugar. 

E destas histórias que o Juliuz, um dos  artistas guardiões do espírito histórico e social da praça e porque não dizer da cidade também conta para quem quiser parar e ouvir.   Apreciar seu trabalho,  e ter um "um dedinho de prosa " sobre qualquer  assunto com o Julioz   é no mínimo uma experiência provocadora e cheia de surpresas.

Não só o Julioz,   cada pessoa que  alí está,  como exemplo,  o jornaleiro,  tem muitos "causos" pra contar e fazer a gente  conhecer um pouquinho mais de perto  esta cidade tão  fabulosa que é São Paulo.

criado por therezinha412    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

22.9.08

Herança Brasileira

A cada dia que passa reconstituo minha história. A vida vai me apresentando cenas para eu reintrepretar e muitas vezes não me dou conta dos presentes e do presente. Claro nem sempre é assim. Semana passada, mais precisamente na quinta-feira, quando ouvia os comentários de aula do professor João Jonas, sobre o texto "O Efermeiro" de Machado de Assis, fui tomada de uma dose de alívio para minha consciência que naquela semana estava mergulhada num confito de como traçar limites saudáveis em minha relação com a diarista que presta serviços em minha casa.  Evidente que foi apenas um alívio temporário,  porque naquela semana estava eu sozinha a me questionar também sobre a crueldade de certas relações. Por mais que eu me esforce para mostrar a ela (a diarista) que quero manter um distanciamento e não desejo nenhuma invasão em minha privacidade, entrego a limpeza de minha casa a uma pessoa que só não  terá acesso a minha intimidade se for completamente incapaz de qualquer percepção, o que também invialbilizaria seu trabalho. Por outro lado eu também não excluo a minha "necessidade" de ter o apoio de uma prestação de serviços quinzenal na manutenção da limpeza de "minha querida casa". Pronto, estabelecida ai a intimidade ! Como negar e como administrar certos coment rios que não quero ouvir ou mesmo fazer? Afinal de contas estou lidando com uma pessoa e não uma m quina que necessita apenas de energia el‚trica e alguns cuidados de manutenção recomendados pelo fabricante ? No caso da diarista, tomo contato com nossas semelhanças humanas e nossas diferenças sociais resultado de nossas histórias. E olha que eu, assim como ela me vejo em muitos momentos herdeira das mesmas raizes. Brasileira, filha de pai nordestino, e mãe descendente de portugueses que tiveram muita dificuldade para viver e tentar educar seus tres filhos . Bem não vou agora escrever biografias simultâneas, a minha e a dela. O fato ‚ que a releitura do texto também aumentou meu senso de crítica e cuidado, para refletrir sobre atitudes de "falsa benevolência" de minha parte para procurar deixar claro, sempre que possível , que quero ao receber a prestação de um serviço seguindo alguns códigos de conduta que permitam mais respeito mutuo, apesar das nossas necessidades. A minha do serviço,  e a dela do trabalho e do dinheiro.Acho que ainda vou me deparar com muitos conflitos desta natureza, e depois da leitura do Enfermeiro, também não vou me redimir de minha responsabilidade, consciente que a história não  começou em mim, mas quem sabe a partir de mim ela pode ser melhor ?

criado por therezinha412    12:32 — Arquivado em: Sem categoria

18.6.08

Um pedaço de mim

As voltas que o mundo dá

não conta as histórias que há

bem longe de minhas falas

silêncio de muitas almas

todas querendo falar

Origens despedaçadas…

por  vezes desconhecidas

a procura de novos laços

pra velhos desembaraços

 

Exercicio de aula - primeira poesia  Um pedaço de mim

criado por therezinha412    16:07 — Arquivado em: Sem categoria

12.6.08

Viver com poesias…..

Estou surpresa comigo. Não me imaginava amante de poesia. Da arte sim, mesmo que fosse de forma dissimulada. A sobrevivência era prioridade, depois a arte e a beleza no discurso lá de casa não serviam pra nada. Só eu achava importante, mas não podia manifestar, então vida dupla ! Fantasia ! 
Como ? Só muito escondida. Escondendo de todo mundo até de mim, as minhas vontades, me conhecer, me aceitar e assumir….. não havia tempo. (deve ser por isso que morar só foi primordial) 
Ser firme e forte foi o que importou. Foi útil. Agora pode ser menos e não é tão simples mudar. Para mim nem tanto, afinal nem sei como, desenvolvi um espaço interior para ser eu mesma, e mesmo sem ter muita habilidade procuro expandir para fora dos meus limites interiores as graças e belezas que consigo acessar e quem sabe um dia consiga até compartilhar. Me vejo muito desajeitada para muitas coisas e gosto do meu esforço de ser menos dura e assumir cada vez mais poesia e beleza nos meus dias. 

criado por therezinha412    14:42 — Arquivado em: Sem categoria

24.5.08

Parada Gay em São Paulo

Mais  uma  parada gay em São Paulo.    Nenhum espanto quanto ao movimento ser dos mais expressivos do planeta.  O que me surpreende ao refletir  nas dimensões do desfile,   é constatar que à revelia das tradições  e preconceitos,  ou por causa deles,  o novo se  impõe, e  nos impõe o questionamento de como  estão nossas relações,  nossos  valores, nossa capacidade de assimilar as mudanças e conviver com todas as diferenças e transformações  presentes no nosso tempo. 

Questinar é preciso,   e a mobilização da parada gay  propõe este tempo de reflexão.  O poder econômico desta  antes suposta minoria, possibilita sim sua inclusão na sociedade, porém antes de tudo me pergunto:   - Como vai a convivência    entre nós seres humanos?   Ainda somos capazes de conviver ?

 

criado por therezinha412    23:37 — Arquivado em: Sem categoria

12.5.08

Tema re corrente

Todas as mães são santas, deusas, protetoras, poderosas, sabedoras das necessidades de seus filhos? As vezes me ponho a imaginar o mistério que envolve este ser. Tão idealizado, tão mistificado, reverenciado. Não chego a uma conclusão, exceto a de que este chamado não me alcançou. Fuji eu, ou ele fugiu de mim? Mesmo tendo escolhido não ser, como é possível não refletir sobre este exercício. Ficar maravilhada ao perceber a força que liga mãe e filho, a magia que ao mesmo tempo faz das mulheres seres capazes de tudo poder ao criar e manter a vida, ficarem também tão cheias de dúvidas, de temores pelas escolhas de seus filhos. E por causa deles ficarem tão frágeis ?

Para mim, este tema não tem fim, ele se repete na vida das minhas amigas com suas filhas, de minha irmã com minha sobrinha. Como se ao recusar cumprir este papel, ele me voltasse a consciência, disfarçado de indignação, admiração, inveja, medo, alegria, numa mistura de sentimentos que projeto ao ouvir as estórias de mães de filhas, que encontro e  por algum querer misterioso, me atraem de forma dissimulada.

criado por therezinha412    17:18 — Arquivado em: Sem categoria

7.5.08

SOLTANDO LETRAS….

Sempre soube que as letras e a palavras não são minhas.  Mesmo assim nunca tive pudor de  me servir  delas para falar em situações  bem definidas, como uma reunião de trabalho, onde a linguagem é pré formatada,  e o vocabulário também já foi  todo escrito e só bem devarinho uma nova palavra se incorpora em vem se instituir na minha forma de falar e escrever.

Pra quem  sempre trabalhou em uma empresa, na área de informatica, depois de muitos anos com Recursos Humanos, trazendo como bagagem, alguns traumas,   algumas limitações históricas e culturais,  físicas até  que:  Hoje , com  novo olhar e jeito de ouvir  PERCEBE QUE não foram limitações e sim possibilidades,   que me ensinaram e ensinam a atravessar meu tempo sempre em busca de condições melhores de vida, de relacionamentos, como criadora de minha estória,  me transformando numa artesã de mim mesma.   Assim como ouso a brincar de ser artesã de meus trabalhos manuais e agora mais ousadia no meu jeito de de me reconciliar com as palavras e também com todos  os personagens que conheci . 

Digo reconciliar com as palavras porque durante muito tempo eu não me reconhecia portadora de limitação auditiva e em consequencia não muito amiga das palavras.  Sempre lidei com as ditas figuras com muita desconfiança.   Afinal minha perda era muito discreta e eu não me sabia não estava ouvindo todos os sons.  Ouvia e algumas vezes não tinha certeza do que ouvia, então observava, tão avidamente, querendo saber de tudo que estava acontecendo alem das palavras, que fui desenvolvendo um certo desprezo pelas figurinhas.  Bem este caso é longo.   Vou falar dele  outras vezes.  . Agora me proponho um início de conversa, de desabafo,  uma  busca de LIBERDADE com quem venha a  ler estas palavras, e também o inevitável…..    A   exposição,  os erros,  os ridicúlos…… e tudo o mais que sempre quis evitar e penso fazia bem.  Aliás evitar riscos, desconfianças,  são  comportamentos de quem não ouve bem, e deduz muito……  Ih  voltei pro ouvido… 

Pensando em blogs,  aulas de formação de escritor, jornadas, mentores, poesias, contos, romances, romances on line, atualizados diariamente,  e até com a participação dos leitores…..   Chi,  ficou urgente a necessidade de

PALAVRAS.   Que VENHAM  AS PALAVRAS,  AS NOVAS E A VELHAS, AS MINHAS E AS SUAS.  TODAS  AS PALAVRAS….  EU NÃO TENHO MEDO DE VOCE PALAVRA  !!!!!!!!

criado por therezinha412    17:40 — Arquivado em: Sem categoria

25.4.08

Da Jornada do Herói (o escritor)

Participar de do curso de formação de escritores.   Que ousadia é esta ? O que fui procurar ?   Oscilo entre saber que muito de mim  está  pronto  para se expressar com palavras e a dúvida.

Será?  Tenho algo a escrever ?  Pra que ?  Para quem ?  Por que ?   

Na falta de uma conclusão vão passando os dias e as aulas vão  acontecendo.  E cada  uma me traz experiências muito particulares.   Os colegas mais extrovertidos ou mais à vontade com publicação de suas idéias e textos me devolvem as minhas perguntas. E eu ? Quero escrever o que ?    Até que chegou o dia da aula que mencionou a jornada do escritor,  os mitos,  quando  fomos apresentados  a um roteiro.  Não é que naquele dia minha inquietação aumentou e pensei  não posso parar.

A jornada é minha,  a aventura também.  Não posso recusar ao chamado.  Meu mentor adoeceu, e isto me  abalou.  Será que fui abandonada no meio do caminho ?  O que faço agora ?   Criar um blog, publicar.   Acho que preciso de um rito de passagem!

 

criado por therezinha412    16:51 — Arquivado em: Sem categoria

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