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	<title>Tecendo em Palavras</title>
	<subtitle type="html">Blog de coment&#225;rios e opini&#245;es</subtitle>
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	<tagline>Blog de coment&#225;rios e opini&#245;es</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Menino  n&#227;o faz arte !</title>
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		    <updated>05.11.08 21:30:31</updated>
		    <published>17.10.08 15:19:08</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Quando&#160; a casa ficava por mais de meia hora em sil&#234;ncio.,&#160; a m&#227;e logo se fazia de plant&#227;o,&#160; atenta&#160; aos sinais daqueles momentos.&#160; O que estaria acontendo?&#160;&#160; Onde foram parar aqueles moleques?&#160;&#160;
Humm !!! devem estar&#160; no quintal.&#160;&#160; Qual nada ! Onde foram parar?
N&#227;o demorou muito,&#160; ouviu&#160; as gargalhadas vindas do quarto das crian&#231;as.&#160;&#160;&#160; Tentou se conter&#160; apesar da vontade de ver o que estava se passando,&#160; as gargalhadas continuavam&#160; e &#160;incontrol&#225;vel a curiosidade de saber o que os divertia&#160;daquele jeito.&#160;&#160; 
Esperou,&#160; afinal n&#227;o queria ser&#160; surpreendida&#160; pelas crian&#231;as numa atitude infantil&#160; ao&#160; ceder a seu impulso de&#160; 'xeretice&#34; .&#160; Ah, mas se estiverem&#160;&#160;fazendo&#160; arte ?&#160; Como saber ?
Os risos continuavam no quarto,&#160;&#160; e a m&#227;e se inquietava,&#160; acho melhor ir ver.
&#160;De repente,&#160;&#160; se conteve,&#160; resolveu voltar atr&#225;s, &#160;e considerou que&#160; agora era preciso&#160; esperar.&#160; Deixar&#160; brincar&#160;e&#160; fazer&#160;arte as crian&#231;as. &#160;&#160; Seria agora ou nunca.&#160;&#160; Ou ent&#227;o quem sabe um dia,&#160; depois de&#160; muitos anos depois....Nunca mais !</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Pra&#231;a da R&#233;p&#250;blica</title>
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		    <updated>05.11.08 21:34:01</updated>
		    <published>30.09.08 11:59:38</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Quem n&#227;o conhece a pra&#231;a da Rep&#250;blica em S&#227;o Paulo ?&#160; Penso que quase&#160;todo morador da cidade&#160;j&#225; esteve l&#225; alguma vez..&#160; Eu, uma aut&#234;ntica &#34;rata de feiras de artesanato&#34;&#160; n&#227;o consigo ficar sem dar uma passadinha pela pra&#231;a, pelo menos um domingo a cada m&#234;s.&#160; 
Ultimamente, parece que a pra&#231;a&#160;N&#195;O consegue&#160;&#160; reeditar&#160; o&#34;glamour&#34; &#160; hist&#243;rico que&#160;teve nos anos 70. &#160;Por outro lado,&#160;&#160; por tradi&#231;&#227;o, ou teimosia,&#160; continua&#160; impregnada&#160; de hist&#243;rias que , valentemente s&#227;o expressas pelos artes&#227;os que todos os domingos exp&#245;e&#160; seus produtos, ou de outros , pois a autencidade&#160; mudou de ares,&#160; e at&#233;&#160; um certo ar de &#34;camelodromo&#34;&#160; est&#225; presente , incorporada no lugar.&#160; 
E destas hist&#243;rias que o&#160;Juliuz, um dos&#160;&#160;artistas guardi&#245;es do esp&#237;rito hist&#243;rico e social da pra&#231;a e porque n&#227;o dizer da cidade tamb&#233;m conta para quem quiser parar e ouvir.&#160;&#160; Apreciar seu trabalho,&#160; e ter um &#34;um dedinho de prosa &#34; sobre qualquer&#160; assunto com o Julioz&#160;&#160; &#233; no m&#237;nimo uma experi&#234;ncia provocadora e cheia de surpresas.
N&#227;o s&#243; o Julioz,&#160;&#160; cada pessoa que&#160; al&#237; est&#225;,&#160;&#160;como exemplo, &#160;o jornaleiro,&#160; tem muitos &#34;causos&#34; pra contar e fazer a gente&#160; conhecer um pouquinho mais de perto&#160; esta cidade t&#227;o&#160; fabulosa que &#233; S&#227;o Paulo.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Heran&#231;a Brasileira</title>
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		    <updated>25.09.08 15:07:24</updated>
		    <published>22.09.08 12:32:22</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">A cada dia que passa reconstituo minha hist&#243;ria. A vida vai me apresentando cenas para eu reintrepretar e muitas vezes n&#227;o me dou conta dos presentes e do presente. Claro nem sempre &#233;&#160;assim. Semana passada, mais precisamente na quinta-feira, quando ouvia os coment&#225;rios de aula do professor Jo&#227;o&#160;Jonas, sobre o texto &#34;O Efermeiro&#34; de Machado de Assis, fui tomada de uma dose de al&#237;vio para minha consci&#234;ncia que naquela semana estava mergulhada num confito de como tra&#231;ar limites saud&#225;veis em minha rela&#231;&#227;o com a diarista que presta servi&#231;os em minha casa.&#160; Evidente que foi apenas um al&#237;vio tempor&#225;rio,&#160; porque naquela semana estava eu sozinha a me questionar tamb&#233;m sobre a crueldade de certas rela&#231;&#245;es. Por mais que eu me esforce para mostrar a ela (a diarista) que quero manter um distanciamento e n&#227;o desejo nenhuma invas&#227;o em minha privacidade, entrego a limpeza de minha casa a uma pessoa que s&#243; n&#227;o&#160; ter&#225; acesso a minha intimidade se for completamente incapaz de qualquer percep&#231;&#227;o, o que tamb&#233;m invialbilizaria seu trabalho. Por outro lado eu tamb&#233;m n&#227;o excluo a minha &#34;necessidade&#34; de ter o apoio de uma presta&#231;&#227;o de servi&#231;os quinzenal na manuten&#231;&#227;o da limpeza de &#34;minha querida casa&#34;. Pronto, estabelecida ai a intimidade ! Como negar e como administrar certos coment&#160;rios que n&#227;o quero ouvir ou mesmo fazer? Afinal de contas estou lidando com uma pessoa e n&#227;o uma m&#160;quina que necessita apenas de energia el&#8218;trica e alguns cuidados de manuten&#231;&#227;o recomendados pelo fabricante ? No caso da diarista, tomo contato com nossas semelhan&#231;as humanas e nossas diferen&#231;as sociais resultado de nossas hist&#243;rias. E olha que eu, assim como ela me vejo em muitos momentos herdeira das mesmas raizes. Brasileira, filha de pai nordestino, e m&#227;e descendente de portugueses que tiveram muita dificuldade para viver e tentar educar seus tres filhos . Bem n&#227;o vou agora escrever biografias simult&#226;neas, a minha e a dela. O fato &#8218; que a releitura do texto tamb&#233;m aumentou meu senso de cr&#237;tica e cuidado, para refletrir sobre atitudes de &#34;falsa benevol&#234;ncia&#34; de minha parte para procurar deixar claro, sempre que poss&#237;vel , que quero ao receber a presta&#231;&#227;o de um servi&#231;o seguindo alguns c&#243;digos de conduta que permitam mais respeito mutuo, apesar das nossas necessidades. A minha do servi&#231;o, &#160;e a dela do trabalho e do dinheiro.Acho que ainda vou me deparar com muitos conflitos desta natureza, e depois da leitura do Enfermeiro, tamb&#233;m n&#227;o vou me redimir de minha responsabilidade, consciente que a hist&#243;ria n&#227;o&#160; come&#231;ou em mim, mas quem sabe a partir de mim ela pode ser melhor ? </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Um peda&#231;o de mim</title>
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		    <updated>22.07.08 12:41:16</updated>
		    <published>18.06.08 16:07:56</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">As voltas que o mundo d&#225; 
n&#227;o conta as hist&#243;rias que h&#225;
bem&#160;longe de minhas falas
sil&#234;ncio de muitas almas
todas querendo falar
Origens despeda&#231;adas...
por&#160; vezes desconhecidas 
a procura de novos la&#231;os
pra velhos desembara&#231;os
&#160;
Exercicio de aula - primeira poesia&#160; Um peda&#231;o de mim</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Viver com poesias.....</title>
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		    <updated>15.06.08 11:49:19</updated>
		    <published>12.06.08 14:42:02</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Estou surpresa comigo. N&#227;o me imaginava amante de poesia. Da arte sim, mesmo que fosse de forma dissimulada. A sobreviv&#234;ncia era prioridade, depois a arte e a beleza no discurso l&#225; de casa n&#227;o serviam pra nada. S&#243; eu achava importante, mas n&#227;o podia manifestar, ent&#227;o vida dupla ! Fantasia !&#160; Como ? S&#243; muito escondida. Escondendo de todo mundo at&#233; de mim, as minhas vontades, me conhecer, me aceitar e assumir..... n&#227;o havia tempo. (deve ser por isso que morar s&#243;&#160;foi primordial)&#160;Ser firme e forte foi o que importou. Foi &#250;til. Agora pode ser menos e n&#227;o &#233; t&#227;o simples mudar. Para mim nem tanto, afinal nem sei como, desenvolvi um espa&#231;o interior para ser eu mesma, e mesmo sem ter muita habilidade procuro expandir para fora dos meus limites interiores as gra&#231;as e belezas que consigo acessar e quem sabe um dia consiga at&#233; compartilhar. Me vejo muito desajeitada para muitas coisas e gosto do meu esfor&#231;o de ser menos dura e assumir cada vez mais poesia e beleza nos meus dias.&#160;</content>
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